Éramos sete. Sete amigos totalmente inseparáveis que sabiam tudo um do outro. Era bonito ver. Eles riam, estudavam, brincavam e discutiam assuntos polêmicos. Eles eram o complemento um do outro.
Inicialmente eram cinco, mas agregamos outros dois. Hoje, todos já se foram. Só falta um, só falta eu. Mas eu tinha que contar essa história. A história de amigos que foram amigos enquanto possível foi.
Eles não se importavam muito com o que os outros iam falar. Lembro-me de uma vez, na escola, em plena adolescência, no auge de seus dezessete anos, eles brincando de polícia-e-ladrão no pátio, na frente de todos. Lembro-me muito bem de que todos ficaram morrendo de inveja por eles estarem fazendo o que queriam sem se importar com a possível repercussão que aquilo teria.
E pra passar cola? Nossa, eles eram os melhores. A professora nunca percebeu. Aliás, a professora é pouco, os outros alunos, que sentavam perto de nós, também nunca perceberam que a gente trocava informações ilícitas. Eles sabiam se comunicar sem que os outros percebessem.
De fato, eles foram únicos. E eu precisava deixar isso registrado.
Infelizmente o tempo se passou, a distância se criou, e o contato se perdeu, mesmo ainda estudando na mesma escola, na mesma classe. Uma pena.
Dos cinco, que se tornaram sete, que se tornaram um, e que foram únicos, todos já se foram.
Aliás, ainda falta um. Ainda falta eu. Pronto, já não falta mais.
Aliás, ainda falta um. Ainda falta eu. Pronto, já não falta mais.


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